quarta-feira, 30 de março de 2016

Novas descobertas aumentam as chances de existir um nono planeta

Blog da Redação - Portal IG

Rep/FORBES

A ideia da existência de um nono grande planeta não é nova, mas apesar da repercussão sobre o tema, a dúvida sobre a possível existência persiste devido ao fato dele ainda não ter sido detectado. No final de janeiro deste ano, os cientistas Konstantin Batygin e Michael Brown publicaram um artigo no “Astronomical Journal” que sugeria uma explicação mais plausível para que pudessem pensar em dados palpáveis sobre a suposta existência de um planeta invisível e muito distante. Mas está não foi a primeira publicação do tipo, Chadwick Trujillo e Scott Sheppard publicaram uma carta curta na “Nature”, em 2014, fazendo a mesma sugestão. Mas quais são os fatores que têm sido analisados e sugerem que o nono planeta realmente existe?

Há uma porção de objetos no Sistema Solar que orbitam a distâncias muito grandes do Sol, bem como era Netuno. Hoje, Netuno é um “peso pesado” fora do Sistema Solar, o que faz com que quando outros objetos se aproximem dele, a consequência pode ser uma drástica alteração na forma da órbita do Sol. E se formos ainda mais longe, encontraremos milhões de milhares de objetos que nunca chegaram perto suficiente do Sol a ponto de serem modificados pelas ações de Netuno. Netuno orbita no Sol, 30 vezes mais longe do que faz a Terra hoje. Desta forma, é possível imaginar o quão muito mais distantes estão os outros objetos.

Estes elementos bem distantes e praticamente imperturbáveis por Netuno têm órbitas estranhas. Elas não são de formato engraçado ou coisa do tipo, mas sim eclipses estreitas e muito excêntricas, além de bastante consistentes. Na ausência de uma estranheza, então, é de se esperar que os objetos aleatoriamente se espalhem para além do Sistema Solar. Mas isso não foi o que encontraram.

Desta forma, para explicar este agrupamento de órbitas de objetos muito distantes, as duas duplas de autores sugerem a existência de um grande objeto responsável. Se há algo ainda mais distante, pode modificar as órbitas de objetos menores da mesma forma que Netuno faz com os mais próximos. A explicação é, então, o Nono Planeta.

O Nono Planeta foi teorizado em cerca de dez vezes a massa da Terra, o que o coloca a 60% do tamanho de Netuno, que é 17 vezes maior em massa do que a Terra. E Netuno é um ótimo elemento comparativo, já que, se o Nono Planeta está fora, é provável que seja uma versão menor dos gigantes planetas de gelo, como também é Urano. Este, por sua vez, tem cerca de 14,5 vezes a massa da Terra, de forma que o potencial do Nono Planeta seja equivalente a dois terços do tamanho de Urano.

A grande caça agora é para encontrá-lo. E, apesar de isso ainda não ter acontecido, não pode ser assim tão difícil, já que, por sua grandeza, não pode ser indetectável e, por seu tamanho, não pode estar escondido. Deve descartar algumas seções de área, pois já foram estudadas e certamente teria sido encontrado. Mas já existem novos inquéritos e propostas de estudo para detectar o Nono Planeta, caso ele realmente exista.

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