terça-feira, 13 de maio de 2014

Arqueólogo acha carcaça da caravela de Colombo

Arqueólogo diz ter achado carcaça que seria de caravela de Colombo

Do Portal G1
Pintura de Michael Zeno Diemer ilustra a caravela Santa Maria, uma das naus usadas por Cristóvão Colombo no descobrimento da América, em 1492 (Foto: Michael Zeno Diemer/Wikimedia Commons)

Restos achados na costa do Haiti seria da embarcação Santa Maria.
Caravela foi uma das três usadas no Descobrimento da América em 1492.
Arqueólogo especializado em exploração submarina Barry Clifford afirma ter encontrado no fundo do mar do Caribe, perto do Haiti, uma carcaça de embarcação que, segundo ele, pode ser da caravela Santa Maria, uma das três naus comandadas por Cristóvão Colombo no descobrimento da América em 1492 (as outras eram Pinta e Nina).
Clifford disse em entrevista à rede de TV CNN que encontrou a carcaça na área exata onde Colombo afirmava ter encalhado a Santa Maria. O naufrágio está preso em um recife ao largo da costa norte do Haiti, de 10 a 15 metros de profundidade.
"Todas as caracteristicas geográfica e topografia subaquática, além das evidências arqueológicas, sugerem fortemente que este naufrágio é famosa capitânia de Colombo , a Santa Maria", disse o líder de uma recente expedição de reconhecimento ao local.
Ele usou outros estudos feitos por arqueólogos sobre a provável localização do forte onde Colombo ficou instalado. Com esta informação, ele usou dados do diário do navegador genovês para descobrir onde os destroços da embarcação poderiam estar.
Um objeto encontrado junto à carcaça leva Clifford a acreditar que o navio é a caravaela Santa Maria: trata-se de um canhão com características típicas dos fabricados no século XV.
Segundo a CNN, o arqueólogo Charles Beeker, da Universidade de Indiana, passou várias horas debaixo d'água no local e também estudou a documentação do Clifford . "Eu me sinto Barry tem provas muito convincentes ", disse Beeker. " Barry pode ter finalmente descoberto a 1492 Santa Maria."
O explorador agora negocia com o governo do Haiti uma autorização para poder fazer escavações no fundo do mar para poder colher partes da carcaça. Por enquanto Clifford e sua equipe fizeram apenas registros fotográficos do local.
Santa Maria foi uma das embarcações usadas na pequena frota de Colombo, que partiu da Espanha em agosto 1492, sob o patrocínio do rei Fernando II e da rainha Isabel I.
A viagem teve como objetivo encontrar uma rota para a Índia e a China, mas em outubro do mesmo ano os navegantes chegaram ao Haiti, onde estabeleceu um forte.
Em dezembro daquele ano, o Santa Maria acidentalmente encalhou ao largo da costa da ilha. Algumas tábuas e provisões do navio naufragado, que era cerca de 117 pés (36 metros) de comprimento, foram utilizados pela guarnição no forte, de acordo com a Encyclopaedia Britannica. Colombo partiu de volta para a Espanha com os dois navios restantes, a Nina e a Pinta, em janeiro de 1493.

O Irmão Perdido do Sol

POR SALVADOR NOGUEIRA -  portal Uol

HD 162826: será um irmão perdido do Sol?

Parece enredo de novela mexicana: o astrônomo Ivan Ramirez encontrou um irmão do Sol perdido há muito tempo — um reencontro após 4,6 bilhões de anos vagando solitariamente pela Via Láctea.
Vamos à triste história, com possível final feliz. Estrelas, em certo sentido, são como bebês: nascem em maternidades — grandes nuvens de gás e poeira que produzem milhares de astros ao mesmo tempo — e passam seus primeiros dias lado a lado com seus colegas recém-nascidos, antes de vagarosamente se afastarem e dissiparem o aglomerado.
Você se lembra de algum dos bebês que estavam ao seu lado logo após o seu nascimento? Pois é, também não sabemos quem estava ao lado do Sol quando ele surgiu, há 4,6 bilhões de anos, junto com seus planetas (inclusive a Terra). Diante dessa dificuldade em identificar membros do aglomerado original, há até quem acredite que nossa estrela pode ter nascido solitária — algo como esses partos em casa, que estão na moda atualmente, apesar de ainda serem a absoluta minoria dos casos. Contudo, o mais provável é que ele tenha sido apenas um de uma vasta coleção de estrelas, crepitando em seus berços até receberem “alta” da maternidade e poderem encontrar seu próprio caminho em órbitas separadas ao redor do centro da Via Láctea.
Agora, Ramirez, da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, parece ter feito o impossível: identificar um desses irmãos há muito desgarrados do Sol.

QUEM É?
A estrela tem 15% mais massa que a nossa e recebeu um nome pouco glamuroso nos catálogos estelares: HD 162826. Está localizada a 110 anos-luz da Terra, na constelação de Hércules, e carrega consigo uma composição química muito similar à solar. Isso, por si só, consiste em possível evidência de que ela foi forjada na mesma nuvem de gás e poeira que gerou o Sol. Mas não prova nada. Afinal, em meio às centenas de bilhões de estrelas da nossa Via Láctea, muitas podem ter composição similar à do Sol sem ter relação nenhuma com ele.
Entra em cena a segunda linha de evidência obtida pelos pesquisadores: eles analisaram a órbita da estrela em torno do centro da Via Láctea e compararam com a trajetória do Sol, computando a distância ao longo do tempo. Rebobinando a fita até 4,6 bilhões de anos atrás, eles perceberam que a distância entre ambas nunca foi absurdamente grande, e já chegou a estar tão perto quanto 32 anos-luz. Claro, existe também uma grande incerteza com relação a isso, porque encontros próximos com estrelas maiores podem ter produzido ligeiros desvios orbitais (tanto no Sol como em HD 162826) ao longo dos últimos bilhões de anos, criando uma ilusão acidental de proximidade em tempos antigos.
É só a soma das duas evidências que permite especular que talvez seja um colega de berçário do Sol. Mas não podemos afirmar com certeza. Estrelas, diferentemente de pessoas, não conservam certidões de nascimento. De toda forma, é tentador imaginar que HD 162826 nos ajude a reconstruir um passado há muito perdido.

E O SISTEMA PLANETÁRIO?
Por sorte, 15 anos antes que Ramirez identificasse a estrela como potencial colega de berçário do Sol, outros astrônomos do Observatório McDonald estiveram observando a HD 162826 em busca de sinais de planetas ao seu redor.
A boa notícia é que já se pode descartar a presença de um Júpiter Quente — ou seja, um planeta gigante gasoso colado à estrela, que tenha devastado o sistema planetário ao migrar de sua região de formação para uma órbita mais curta. Em compensação, apesar de 15 anos de dados, não há evidência de nenhum gigante gasoso ao estilo do nosso Júpiter, com uma órbita de periodicidade de 12 anos. Não dá para descartar por completo, mas os pesquisadores estimam em 65% a chance de que não exista um Júpiter por lá.
Bem, se não há certeza quanto a gigantes gasosos, imagine planetas rochosos. É bem possível que existam vários mundos de tipo terrestre em torno da estrela, mas os dados colhidos não dão nenhum sinal deles — são pequenos demais para ser detectados.
Ramirez e seus colegas, entretanto, não desanimam. Eles acham que encontrar outras estrelas que potencialmente nasceram com o Sol pode ser o caminho para localizar outros sistemas planetários análogos ao nosso. Por isso, estão concentrando seus esforços em identificar métodos que permitam apontar mais rapidamente outros possíveis colegas de berçário solares.
“Não invista muito tempo analisando todos os detalhes em cada estrela”, diz o astrônomo. “Você pode se concentrar em certos elementos químicos chave que serão muito úteis.” Eles sugerem que a presença de elementos químicos como bário e ítrio podem ser especialmente importantes, apontando a região de origem da estrela em vez de uma composição similar produzida em outra parte da galáxia.
De posse de mais candidatos, eles esperam que o satélite europeu Gaia consiga determinar com mais precisão a órbita dessas estrelas, de forma que seja possível encontrar por simulações dinâmicas seu local de origem. Ainda continua sendo um sonho distante reconstruir a vizinhança original do Sol. Mas ao que parece não fracassaremos por falta de tentar. O trabalho original foi aceito para publicação no “Astrophysical Journal”.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Nasa apresenta Roupa espacial para viagem a Marte

Nasa apresenta protótipo de roupa espacial para viagem a Marte

 Via Portal Uol

A Nasa, a agência espacial americana, apresentou um novo modelo que servirá de diretriz para as roupas dos astronautas que farão a primeira viagem a Marte. O protótipo Z-2 Tecnologia foi escolhido por meio de votação popular no site da agência, ao ganhar 63% dos 233.431 votos dos internautas. A roupa especial possui pequenos remendos que emitem luz e usa uma costura luminescente que pode ser customizada para identificar o usuário.
A Nasa, a agência espacial americana, apresentou um novo modelo que servirá de diretriz para as roupas dos astronautas que farão a primeira viagem a Marte.

O protótipo Z-2 Tecnologia foi escolhido por meio de votação popular no site da agência, ao ganhar 63% dos 233.431 votos dos internautas.

A roupa especial possui pequenos remendos que emitem luz. Além disso, usa uma costura luminescente que pode ser customizada para identificar o usuário.


Nasa/BBC Brasil
Em 2012, a Nasa lançou o Z-1, que parece o traje usado pelo personagem Buzz Lightyear, dos filmes Toy Story
Os outros trajes em disputa eram:
. o traje Bio-mimetismo, que reproduz a bioluminescência de criaturas aquáticas e as escamas rígidas de peixes e répteis.
. o traje Tendências na Sociedade, que, com um visual mais esportivo, sugere como nossas roupas vão aparentar no futuro.

Apelo estético
O Z-2 será construído usando partes impressas em 3D. Já scanners de laser de 3D vão assegurar que cada traje se adeque perfeitamente ao corpo de cada astronauta.

A roupa será testada em câmaras a vácuo, no centro de treinamento da Nasa e em um local que imita a superfície montanhosa de Marte.
A Nasa espera construir o Z-2 até novembro deste ano. O traje é apenas um protótipo e só será usado para testes e não para viagens.
Em 2012, a Nasa lançou o Z-1, cujo formato guarda semelhanças com o traje usado pelo personagem Buzz Lightyear, dos filmes Toy Story.
Primeira grande "revisão" do traje espacial em cerca de 30 anos, o Z-1 foi considerado uma das melhores invenções do ano pela revista Time.
"Cada modelo da série Z vai aperfeiçoar novas tecnologias que um dia serão usadas em um traje pelos primeiros humanos a pisarem no Planeta Vermelho", informou a Nasa, por meio de um comunicado.
Já o Z-2 "presta homenagem às conquistas das roupas espaciais do passado enquanto incorpora elementos do futuro".
A composição rígida do torso superior "fornece a durabilidade necessária a longo prazo que um traje de atividade planetária extraveicular vai exigir", mas, apesar de seu "apelo estético", o protótipo não é feito do mesmo material durável projetado para proteger os astronautas de chuvas de pequenos meteoritos, temperaturas extremas e radiação, acrescentou a Nasa.


Veja imagens do jipe-robô Curiosity em Marte
fev.2014 - O robô Curiosity da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) completou mais 100 metros em seu percurso em Marte. A novidade? É que desta vez ele fez o caminho "de costas". Esta técnica foi usada para minimizar o gasto das rodas de alumínio do robô, que têm surpreendido os cientistas por se desgastar mais rápido do que o esperado desde que aterrissou no planeta vermelho em agosto de 2012. Vale lembrar que este é o maior percurso do robô em três meses Reprodução/Facebook Curiosity

segunda-feira, 5 de maio de 2014

EXOPLANETA TEM ROTAÇÃO EM VELOCIDADE RECORDE

Pela primeira vez, cientistas medem rotação vertiginosa de planeta distante


 via portal Uol
NASA/Goddard Space Flight Center/F. Reddy
Pelo primeira vez, os cientistas conseguiram medir a rotação de um planeta fora do Sistema Solar

Cientistas conseguiram medir, pela primeira vez, a rotação de um planeta em outro sistema solar, um gigante jovem e gasoso girando a vertiginosos 90.000 km/h, anunciaram nesta quarta-feira.
Na órbita de uma estrela cerca de 63 anos-luz distante da Terra, o Beta Pictoris b é mais de 16 vezes maior e 3.000 mais maciço que o nosso planeta, mas seus dias duram apenas oito horas.
"O Beta Pictoris b gira significativamente mais rápido do que qualquer planeta do sistema solar", a uma taxa de cerca de 25 km/seg (90.000 km/h), relatou a equipe de astrônomos holandeses em artigo na revista científica Nature.
Essa associação permite prever um giro, inclusive, duas vezes mais rápido, de cerca de 50 km/seg (180 km/h) para Beta Pictoris b, mas a equipe observou que o planeta ainda é jovem e quente e, provavelmente, vai acelerar à medida que resfriar e encolher para chegar ao tamanho de Júpiter nas próximas centenas de milhões de anos.
O planeta orbita a estrela Beta Pictoris, na constelação austral de Pictor (cavalete do pintor).
Descoberto cerca de seis anos atrás, ele orbita sua estrela a uma distância oito vezes maior à entre a Terra e o sol.
Beta Pictoris b tem cerca de 20 milhões de anos, sendo muito jovem para os padrões astronômicos. A Terra, por exemplo, tem 4,5 bilhões de anos.
Os astrônomos usaram uma técnica chamada espectroscopia de alta dispersão para medir as mudanças nos comprimentos de onda da radiação emitida pelo planeta e, com isso, determinar sua velocidade de giro.