terça-feira, 31 de dezembro de 2013

EUA e Japão lançarão novo satélite para medir chuvas e neve na Terra

Satélite de missão internacional deverá melhorar previsão do tempo.
Lançamento a bordo de foguete japonês está previsto para fevereiro.

Fonte -  G1, em São Paulo  27/12/2013

Concepção artística mostra o satélite GPM no espaço (Foto: NASA's Goddard Space Flight Center)
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As agências espaciais americana e japonesa,Nasa e Jaxa, anunciaram nesta quinta-feira (26) que lançarão ao espaço um novo satélite de missão internacional para oferecer informações de precipitação e de queda de neve mundialmente. O satélite Global Precipitation Measurement (GPM) será levado ao espaço a bordo de um foguete japonês no dia 27 de fevereiro.
Os dados oferecidos pelo GPM serão usados para calibrar as medidas de precipitação feitas por uma rede internacional de satélites parceiros e quantificará quando, onde e quanto chove ou neva ao redor do mundo, afirma a Nasa.
Segundo representantes das duas agências, o satélite ajudará nas pesquisas ambientais, deverá melhorar a previsão do tempo e colaborar para o entendimento de como o clima impacta a agricultura, a disponibilidade de água e a resposta a desastres naturais.
O GPM ainda poderia ajudar países asiáticos que sofrem com inundações ao oferecer dados para sistemas de alerta, afirma em nota Shizuo Yamamoto, diretor executivo da Jaxa.
Segundo a Nasa, o novo satélite é equipado com instrumentos capazes de detectar precipitação (leve e pesada) e neve em 13 frequências diferentes, além de chuvas de gelo e o tamanho e a distribuição de gotas de chuva, flocos de neve e partículas de gelo.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Erupção de vulcão em El Salvador

Erupção de vulcão em El Salvador deixa país em alerta laranja

Milhares de pessoas foram evacuadas em raio de 3 quilômetros.
Em primeira erupção desde 1976, cinza e gases atingiram 10 km de altura.

Vista do vulcão Chaparrastique, em San Miguel, El Salvador (Foto: AFP Photo/ Hector Garay - Telenoticias 21)

As autoridades de El Salvador declararam neste domingo (29) dois níveis de alerta, um regional e outro nacional, e retiraram os moradores de um raio de três quilômetros do vulcão, por causa da primeira erupção em 37 anos do vulcão Chaparrastique, que lançou cinzas no leste do país.
O diretor de Defesa Civil, Jorge Meléndez, informou que foi declarado alerta laranja, de alto risco, no estado de San Miguel, onde fica o vulcão, e em outras regiões limítrofes, e alerta amarelo, preventivo, em todo o país.
Com base no alerta laranja, Defesa Civil ordenou a evacuação dos habitantes em um perímetro de três quilômetros do vulcão, explicou Meléndez.
O alerta amarelo significa que o Sistema Nacional de Defesa Civil, integrado por diferentes instituições estatais, e as comissões estaduais e municipais de emergência, devem ser ativadas diante de qualquer eventualidade.
A erupção aconteceu com um estrondo às 10h32 (14h32 em Brasília), com emanações de cinza e gases que formaram uma grande nuvem que cobriu amplas áreas do país, alcançando entre cinco e 10 quilômetros de altura, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais (ARN).
Meléndez apontou que a cinza se expandiu por várias zonas do leste de El Salvador e que os especialistas preveem que "possa alcançar até Tegucigalpa, em Honduras", ao norte do território salvadorenho.
Ele acrescentou que, embora "não haja lançamento de magma, há presença de certa quantidade de lava" em um setor da cratera do vulcão.
A imprensa local afirmou que cerca de duas mil pessoas já foram evacuadas dos arredores do vulcão e que muitos moradores abandonaram seus lares voluntariamente.
O prefeito de San Miguel, Wilfredo Salgado, declarou ao Canal 19 de televisão de San Salvador que "muitíssima" gente vive nas cercanias do Chaparrastique, e que "não são menos de oito mil a dez mil famílias só na parte da montante" do vulcão.
Meléndez ressaltou que "dezenas de milhares de pessoas" vivem na zona de três quilômetros ao redor do vulcão, dada a alta densidade populacional do país, e considerou que "possivelmente" não sejam evacuadas todas.
As autoridades confirmaram que por enquanto não foram registradas vítimas fatais nem graves danos materiais por causa da erupção.
Moradores disseram à imprensa local que as cinzas expelidas pelo vulcão se acumulam nas ruas, casas, edifícios ou árvores, e obscureceram parcialmente a cidade de San Miguel e arredores, além do forte cheiro de enxofre.
O Chaparrastique tem 2.130 metros de altura em relação ao nível do mar e sua última erupção aconteceu em 1976, segundo dados do MARN, que mantém uma vigilância permanente dos oito vulcões do país.

terça-feira, 30 de abril de 2013

FURACÃO DE SATURNO



OLHOS DA CASSINI EM FURACÃO DE SATURNO


Direto do G+,

AstronomiaOntem, à(s) 22:55 -

As imagens recém divulgadas, foram feitas pela câmera da Cassini em 27 de novembro de 2012 e são as primeiras fotografias vistas desta tempestade, que foi produzindo desde pelo menos 2006. A sonda Voyager 2 da NASA não tem uma visão clara desta parte do pólo norte de Saturno quando o sobrevoou em 1981, embora tenha observado a banda hexagonal de nuvens que é grande o suficiente para caber quase quatro Terras dentro. Quando a Cassini chegou em 2004, o pólo norte de Saturno estava escuro porque era o meio de seu inverno. Uma visão de luz visível teve que esperar a passagem do equinócio em agosto de 2009. Só então a luz solar começou a inundar hemisfério norte de Saturno. A visão também exigiu uma mudança no ângulo de órbitas em torno da Cassini para Saturno para que a sonda pudesse ver os pólos. Em imagens de alta resolução e um filme, os cientistas viram que a extensão do olho do furacão se estende por cerca de 2000 km de diâmetro. O furacão, 20 vezes maior do que o olho de um furacão médio na Terra, tem finas nuvens brilhantes na borda exterior viajando a 540 km/h. Os ventos sopram mais de quatro vezes mais rápido do que ventos de furacões na Terra. Estranhamente, o furacão está preso no pólo norte de Saturno. Na Terra, os furacões tendem a deriva em direção aos pólos, mas em Saturno o furacão é tão ao norte que provavelmente está preso lá. Além disso, os furacões da Terra são alimentados por águas quentes do oceano, mas a tempestade de Saturno é formado por pequenas quantidades de vapor de água na atmosfera de hidrogênio, rico do planeta. Aprender essas tempestades de Saturno usando vapor de água disponível para elas pode dizer aos cientistas mais sobre como os furacões terrestres são gerados e sustentados.
http://www.esa.int/Our_Activities/Space_Science/Cassini_eyes_Saturn_hurricane

terça-feira, 16 de abril de 2013

Anã Branca Desvia Luz de Uma Estrela 40 vezes maior


Imagem 105/109: Abril 

Toda vez que a anã-branca do sistema duplo de estrelas KOI-256 passa em frente à estrela vermelha, ela entorta a sua luz, mostra o telescópio espacial Kepler, da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana). Isso é resultado do forte campo gravitacional da anã-branca, uma estrela densa como o nosso Sol, mas um pouco mais fria por estar no fim da vida. Segundo a Teoria Geral da Relatividade, todos os corpos com grande massa criam curvaturas na malha do espaço-tempo, exigindo, assim, a atração dos corpos menores - apesar de ser 40 vezes menor que a sua companheira vermelha, a anã-branca é mais massiva e, portanto, o "elemento principal" do conjunto. Essa é a primeira vez que as ideias descritas pelo físico Albert Einstein, ainda em 1916, são observadas em um sistema duplo de estrelas 
Nasa/JPL-Caltech

quinta-feira, 7 de março de 2013

Erupção solar lança radiação rumo a Marte e Nasa vai 'desligar' Curiosity



Desativação é temporária e visa preservar robô, diz agência.
Nuvem de gás superaquecido segue rumo a Marte a 3,2 milhões de km/h.

Do G1, em São Paulo*

Uma grande erupção solar detectada nesta semana pela agência espacial americana Nasa lançou um fluxo de radiação em direção a Marte, informaram nesta quinta-feira (7) agências de notícias internacionais.

O jato solar também lançou uma nuvem de gás superaquecido que está se movendo em direção ao planeta vermelho a uma velocidade de 3,2 milhões de km/h, diz a Nasa. Para evitar danos ao robô Curiosity, a agência vai desativá-lo temporariamente, desligando suas atividades principais, diz a Associated Press.

Concepção artística divulgada pela Nasa nesta quinta-feira (7) mostra erupção solar de agosto de 2012 semelhante à ocorrida nesta semana (Foto: Nasa/AP)

"Nós estamos sendo cuidadosos", disse o coordenador do Laboratório de Propulsão à Jato da Nasa, Richard Cook. Apesar de o robô estar no planeta vermelho desde 2012 e ser projetado para resistir a efeitos atmosféricos de Marte, os cientistas optaram pela cautela.

Três outros equipamentos da Nasa - o robô Opportunity, que está em solo marciano, e duas sondas espaciais - continuarão com suas atividades normais, segundo a agência.


Erupções solares podem prejudicar o funcionamento de equipamentos em Marte, ponderam os cientistas. Em 2003, uma tempestade solar desativou o detector de radiação da sonda Odyssey. A agência, no entanto, não espera que o mesmo ocorra com o robô Curiosity.Sem efeitos sobre a Terra
Os pesquisadores não esperam que a radiação tenha efeitos sobre Terra. No passado, erupções como esta causaram "tempestades solares" que afetaram o funcionamento de aviões, satélites e serviços de GPS, diz a Nasa.

Os cientistas estavam tentando solucionar um defeito ocorrido recentemente no Curiosity quando a tempestade solar foi detectada. Um dos computadores de bordo do robô havia apresentado problemas por um erro na memória. Com a chegada da radiação, a Nasa decidiu esperar a radiação passar para resolver o problema.

*Com informações da Associated Press

terça-feira, 5 de março de 2013

Cientistas dizem ter identificado 'nascimento' de planeta gigante


Corpo celeste 'candidato' a planeta estaria envolto em disco de poeira.
Estrela próxima a protoplaneta está a 335 anos-luz da Terra.

Do G1, em São Paulo


Pesquisadores utilizaram um telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) para fazer o que pode ser a primeira observação direta do "nascimento" de um planeta. Segundo os cientistas, um disco de gás e poeira próximo a uma estrela jovem, chamada HD100546, pode estar envolvendo o planeta gigante que está em formação.

Se confirmada, a descoberta vai ajudar a entender melhor a formação de planetas, dizem os pesquisadores. A estrela HD100546 está a 335 anos-luz de distância da Terra, e o planeta em formação possivelmente é um gigante gasoso similar à Júpiter, segundo dados do ESO.

Concepção artística mostra planeta em formação envolto por disco de poeira e gás (Foto: Divulgação/L. Calçada/ESO)

"Até agora, a formação de planetas tem sido um tópico desenvolvido essencialmente por simulações de computador", disse o pesquisador Sascha Quanz, líder do estudo que descobriu o "protoplaneta", ao site do Observatório Europeu do Sul.
"Se a nossa descoberta for confirmada como realmente um planeta em formação, então pela primeira vez os cientistas poderão estudar de forma empírica o processo de formação planetária e a interação entre um planeta em formação e o seu meio circundante, desde a fase primordial", afirmou Quanz.


Imagem do telescópio Hubble mostra a nuvem de

poeira ao redor da estrela HD100546. O ponto
laranja identifica planeta em formação (Foto:
Divulgação/Ardila/ESO/Nasa/ESA)


O "candidato" a planeta foi identificado como uma tênue mancha no disco de gás e poeira, através de imagens feitas pelo Telescópio Muito Grande (Very Large Telescope ou VLT, em inglês), do ESO, e pelo telescópio Hubble, da agência espacial americana (Nasa).
Várias características do disco situado em torno da estrela respaldam a hipótese de haver ali um planeta em formação. Estruturas no disco de poeira que devem ter sido causadas pela interação com o corpo celeste em formação foram detectadas.
Além disso, há regiões em volta do "protoplaneta" que estão sendo aquecidas, provavelmente pelo processo de formação planetária, segundo os cientistas.
Os pesquisadores apontam cautela, no entanto, e ressaltam que para afirmar com que o planeta está realmente em formação é necessário realizar mais observações.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Anéis da Terra


Nasa/Van Allen Probes/Goddard Space Flight Center

Um grupo de cientistas da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) revelou que o Cinturão de Van Allen é formado por três anéis de radiação, e não dois como cravou a teoria de 1958. A descoberta ajuda a explicar as variações dinâmicas que ocorrem nesta região da magnetosfera da Terra, na qual as partículas eletrificadas do Universo se concentram. Acima, gráfico mostra a radiação que circunda o nosso planeta (amarelo) e o espaço que há entre os anéis do Cinturão (verde)

Fonte: Uol Ciência