sexta-feira, 30 de novembro de 2012

NASA encontra água em Mercúrio


A hipótese da NASA de que existe água em Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, ganhou mais evidências para se sustentar. De acordo com a agência, o planeta realmente conta com grandes quantidades de água em sua superfície.


Água em Mercúrio

Como isso seria possível, já que o planeta está bem próximo do Sol? De acordo com a NASA, a sonda Messenger detectou baixíssimas temperaturas nos polos do planeta, além de ter descoberto materiais voláteis e o que pode ser gelo nas crateras polares.

Isso acontece pelos polos nunca receberem raios solares, pois Mercúrio quase não tem eixo de inclinação durante seu movimento de rotação. Este ângulo representa apenas 1 grau. Ou seja, os polos do planeta permanecem no escuro e com baixas temperaturas.
Possíveis vestígios de vida

Essas camadas de gelo, segundo a NASA, contam com um material escuro que os cobrem. E algumas hipóteses é de que eles podem ser feitos de material orgânico. Ou seja, algo semelhante ao que fez com que surgisse vida na Terra.

De acordo com alguns cientistas da agência, estes materiais podem ter se formado por meio de colisão entre planetas, cometas ou asteroides, como a famosa teoria do Big Bang.

Fonte R7.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Astrônomo brasileiro descobre estrela rara na Via Láctea

WR42e tem 1 milhão de anos de idade, o que é pouco para uma estrela.
Astro descoberto tem mais de cem vezes a massa do Sol.

Tadeu Meniconi
Do G1, em São Paulo

Um astrônomo brasileiro que trabalha no Chile descobriu uma estrela rara, localizada a cerca de 25 mil anos-luz da Terra, na Via Láctea, mesma galáxia em que o nosso planeta também se situa. A estrela WR42e chama atenção por sua massa, mais de cem vezes maior que a do nosso Sol, e também pela localização.

A estrela fica a 19 anos-luz do aglomerado estelar mais próximo, chamado NGC 3603, que é uma região de formação de estrelas.
Localização da estrela WR42e e do aglomerado NGC 3603. A distância entre eles está marcada na imagem em 'minutos de arco', uma unidade usada na astronomia que corresponde a aproximadamente 19 anos-luz (Foto: Alexandre Roman Lopes / Divulgação)

“As teorias sobre a formação de estrelas muito massivas supõem que deveria haver muito hidrogênio para formá-las, então ela deveria estar no centro de um aglomerado”, ponderou Alexandre Roman Lopes, autor do estudo. O pesquisador da Universidade de La Serena publicou seu trabalho na revista “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”.


“Só a descoberta de mais exemplares como esse pode dar mais argumentos para a discussão. É uma descoberta muito rara”, apontou Lopes.O astrônomo não sabe ainda explicar ao certo como essa estrela chegou à sua atual localização. “Em teoria, ela nasceu em outro lugar”, ressaltou. Segundo ele, o mais provável é que ela tenha surgido no aglomerado NGC 3603 e tenha sido expulsa de lá pela interação gravitacional, mas pode ainda haver outras explicações teóricas.

Essencial para a vida
WR42e é uma estrela de vida curta. Ela tem cerca de 1 milhão de anos e deve manter sua grande massa e seu brilho por mais 1 milhão de anos. Depois disso, deve explodir, espalhando seu material pelo Universo.

Como base de comparação, o Sol, que é uma estrela mais estável, tem pouco menos de 5 bilhões de anos de idade, e deve ter mais 5 bilhões de anos pela frente.

Para que haja vida em algum planeta próximo, uma estrela como o Sol é muito mais adequada, pois o brilho da WR42e é forte demais para isso. No entanto, essas estrelas gigantes de vida curta têm um papel essencial na criação da vida. Na origem do Universo, existiam apenas elementos muito leves, como o hidrogênio.

Dentro das estrelas, ocorre a fusão nuclear, que dá origem a elementos mais pesados, como o carbono e o oxigênio, que são essenciais para a vida. Se todas as estrelas fossem estáveis como o Sol, elas não expulsariam esses elementos na quantidade necessária para formar os planetas – como a Terra e tudo que há nela.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Planeta 'vizinho' é provavelmente feito de grafite e diamante, diz estudo

'Superterra' 55 Cancri fica na constelação de Câncer, a 41 anos-luz de nós.
Telescópio espacial Spitzer já havia detectado que corpo celeste emite luz.


Cientistas da Universidade Yale, nos EUA, descobriram que um planeta "vizinho" chamado 55 Cancri, localizado na constelação de Câncer, a 41 anos-luz da Terra, tem uma superfície provavelmente coberta por grafite e diamante. Abaixo dessas camadas, há minerais como silício e um núcleo de ferro fundido.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador Nikku Madhusudhan e colegas, e será publicado na revista "Astrophysical Journal". É a primeira vez que os astrônomos identificaram um planeta possivelmente formado de diamante a orbitar uma estrela como o nosso Sol, que é visível a olho nu.

Segundo os autores, pelo menos um terço da massa do 55 Cancri – que é duas vezes maior e oito vezes mais maciço que a Terra – é feito de diamante. Essa quantidade equivale a três massas do nosso planeta.
Ilustração do interior do planeta 55 Cancri revela superfície de grafite e uma grossa camada de diamante logo abaixo; mais no interior, há formação de silício e ferro fundido (Foto: Haven Giguere/Yale University/Reuters)

O planeta está mais perto de seu astro principal do que Mercúrio está do Sol. Por essa razão, uma volta completa ao redor da estrela dura apenas 18 horas – enquanto por aqui leva 365 dias, ou um ano. Ao todo, esse sistema tem cinco planetas.

Os cientistas acreditavam que o 55 Cancri tinha um núcleo coberto por uma camada de água e, que, por causa das temperaturas extremas, estava constantemente em forma de um vapor espesso. Mas essa hipótese não se confirmou, e o corpo não tem nada de água. A temperatura no lado voltado para o sol do planeta está estimada em mais de 1.700 graus Celsius.

Para estimar a composição química da superfície e do interior da superterra, os astrônomos usaram modelos para calcular todas as possíveis combinações de elementos que produziriam aquelas características específicas.

Durante a formação do planeta, segundo os autores, havia mais carbono que oxigênio disponível, além de uma quantidade significativa de água em forma de gelo.

A Terra, ao contrário, é muito rica em oxigênio e pobre em carbono em seu interior. O carbono interfere na evolução térmica dos planetas e na formação de placas tectônicas, com implicações na incidência de atividades vulcânicas, terremotos e montanhas.

Na concepção artística abaixo, essa "superterra" rochosa aparece em azul orbitando seu sol, a estrela à esquerda.
Ilustração divulgada em maio pela Nasa mostra o planeta 55 Cancri, à direita, em azul, bem mais perto de sua estrela principal do que Mercúrio, o 1º planeta do Sistema Solar, está do Sol (Foto: Nasa/JPL-Caltech)

O 55 Cancri foi observado pela primeira vez no ano passado, pelo telescópio espacial Spitzer, da agência espacial americana (Nasa), que descobriu que esse corpo celeste emite luz. Em 2005, o Spitzer se tornou o primeiro telescópio a detectar a luz de um planeta fora do nosso Sistema Solar. E, ao contrário do Hubble, que faz imagens em luz visível, o Spitzer "enxerga" apenas em raios infravermelhos. Por isso, não há fotografias do planeta, e sim ilustrações.

Superterras
As superterras são planetas especiais que não se parecem com nada visto no Sistema Solar. Eles têm muito mais massa que a Terra, mas são mais leves que Netuno, que é formado de gás. Além disso, podem ser rochosos, gasosos ou uma combinação dos dois.

Apesar do prefixo "super", as superterras são razoavelmente pequenas – e bem difíceis de serem vistas daqui. Segundo os astrônomos, conseguir visualizar uma dessas é um passo importante para tentar localizar planetas mais parecidos com o nosso, que tenham condições de abrigar vida.

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Telescópio da Nasa detecta planeta 'alienígena' a 33 anos-luz da Terra

Agência espacial americana divulgou ilustração de exoplaneta.
Cientistas buscam corpo celeste com condições de habitabilidade.


Portal G1, em São Paulo

Um novo planeta "alienígena", com apenas dois terços do tamanho da Terra, está sendo considerado pelos cientistas como um dos menores já registrados. O corpo celeste fica fora do Sistema Solar e foi detectado pelo telescópio espacial Spitzer, da Nasa. Uma ilustração dele foi divulgada na quarta-feira (18) nos EUA.

Conhecido como UCF-1.01, o exoplaneta orbita uma estrela chamada GJ 436, localizada a 33 anos-luz de distância da Terra. A identificação de planetas pequenos e próximos à principal estrela de seus sistemas ajuda nas pesquisas para encontrar, um dia, um corpo parecido com a Terra e que seja habitável aos seres humanos.

Atualmente, são conhecidos mais de 700 planetas fora do Sistema Solar. A contagem começou em 1995, quando o primeiro planeta a girar ao redor de uma estrela diferente do Sol foi observado.



Ilustração do candidato a exoplaneta UCF-1.01, encontrado pelo telescópio Spitzer, da Nasa. (Foto: Nasa/Reuters)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Após ver Titã, sonda da Nasa capta imagem de outra lua de Saturno



Encélado é uma das dezenas de satélites que orbitam o planeta.
'Nova' lua aparece à esquerda da imagem parcialmente eclipsada.



Do portal G1, em São Paulo

A sonda Cassini, da agência espacial americana (Nasa), captou a imagem de outra lua de Saturno, Encélado, após fazer uma análise detalhada de Titã, o maior satélite do planeta, que tem pelo menos 60 já conhecidos e nomeados orbitando ao redor de si.
Na imagem abaixo, obtida em outubro do ano passado e divulgada agora de forma ampliada para melhorar a visibilidade da superfície, também é possível ver Titã à direita – que parece menor, mas é dez vezes maior que a outra. Encélado aparece parcialmente eclipsado por Saturno, que está embaixo.

Duas luas de Saturno são flagradas: Encélado (esq.) e Titã (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)

A sonda da Nasa flagrou Encélado, que tem cerca de 504 quilômetros de diâmetro, de uma distância de cerca de 26 mil quilômetros. O limite entre o lado claro e escuro pode ser visto na ponta esquerda do satélite, enquanto a parte eclipsada ocorre na parte inferior da imagem, sendo o Norte para cima.

Titã tem cerca de 5.150 quilômetros de diâmetro e é vista e 1,1 milhão de quilômetros de distância da Cassini.

A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo entre a Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana (ASI).

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Hubble capta evaporação da atmosfera de um planeta distante


Cientistas calculam que para a evaporação ter ocorrido, exoplaneta recebeu radiação três milhões de vezes superior a que a Terra recebe do Sol


EFE | 28/06/2012 15:22:21 - via portal IG

Nasa
Ilustração mostra a evaporação da atmosfera do planeta HD 189733b (a esquerda) em consequência da erupção de uma estrela



O telescópio espacial Hubble captou a evaporação da atmosfera de um planeta distante, segundo informou nesta quinta-feira a Agência Espacial Europeia (ESA).

O planeta, situado a cerca de 60 anos luz de distância da Terra, recebeu um brilho tão intenso de sua estrela que perdeu pelo menos mil toneladas de gás por segundo.

Os cientistas, liderados por Alain Lecavelier des Etangs, do Instituto de Astrofísica de Paris, observaram a atmosfera do planeta HD 189733b, similar a Júpiter, que orbita ao redor da estrela HD 189733A, em dois momentos diferentes, no início de 2010 e no final de 2011.


Cerca de cinco milhões de quilômetros, uma distância 30 vezes menor do que da Terra ao Sol, separam o planeta de sua estrela.

É por isso que o exoplaneta (cuja estrela não é o sol) se aquece até superar os mil graus, embora esse calor não chegue a ser suficiente para provocar a evaporação de sua atmosfera.

"A primeira série de observações foi realmente decepcionante, pois não mostravam rastro algum da atmosfera do planeta. Só nos demos conta que tínhamos casualmente captado algo mais interessante durante a segunda sessão de observações", explicou Lecavelier.

Neste momento, a estrela do distante planeta apresentava uma radiação de raios X que quadruplicava sua luminosidade.

"Não só confirmamos que algumas atmosferas de planetas se evaporam, mas observamos como variaram as condições físicas da evaporação com a passagem do tempo. Ninguém tinha conseguido isso até então", ressaltou.

Os cientistas calculam que o exoplaneta recebeu uma radiação de raios X três milhões de vezes superior a que a Terra recebe do Sol.

"Foi o brilho de raios X da HD 189733A mais brilhante já observado até agora e parece muito possível que o impacto do calor sobre o planeta possa ter provocado a evaporação observada horas mais tarde através do Hubble", explicou Peter Wheatley, da Universidade britânica de Warwick.

Este estudo, cujas conclusões serão publicadas no próximo número da revista "Astronomy & Astrophysics", tem importância não só para a análise dos planetas similares a Júpiter. Os cientistas pensam que as "super-Terras" rochosas descobertas recentemente poderiam ser restos de planetas como HD 189733b depois da evaporação total de suas atmosferas.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Nasa vai lançar telescópio de raios-X para estudar universo a fundo


NuSTAR é capaz de gerar imagens com resolução dez vezes maior do que a obtida com telescópios atuais


AFP | 31/05/2012 11:15:34 - Atualizada às 31/05/2012 11:21:34 - Via Portal IG Ciência
Foto: DivulgaçãoNa ilustração, o telescópio NuSTAR que vai possibilitar a observação de objetos celestes maiores, mais densos e mais carregados de energia

A Nasa anunciou nesta quarta-feira (30) que está pronta para lançar, em 13 de junho, o telescópio NuSTAR de raios-X, capaz de examinar o universo e os buracos negros com uma resolução nunca antes vista, o que permitirá conhecer melhor a evolução do cosmo.

"O NuSTAR (Nuclear Spectorscopic Telescope Array - ou Matriz de Telescópios Eletroscópicos Nucleares) nos ajudará a compreender como o nosso universo evoluiu do estado simples do Big Bang até se transformar em algo tão complexo atualmente", afirmou, em entrevista coletiva, Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica da Nasa, na sede da organização em Washington.

"Veremos os objetos celestes maiores, mais densos e mais carregados de energia de forma fundamentalmente nova", explicou Fiona Harrison, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e principal encarregada científico do NuSTAR
.O NuSTAR será o primeiro telescópio espacial capaz de criar imagens cósmicas a partir de raios-X de alta energia, do mesmo tipo que os utilizados para gerar imagens do esqueleto humano ou para escanear bagagens nos aeroportos, afirmaram os astrofísicos.

O telescópio vai gerar imagens com uma resolução dez vezes maior do que a obtida com os telescópios atuais e será mais de cem vezes mais sensível do que seus antecessores que funcionam na mesma parte do espectro eletromagnético.

O NuSTAR poderá, assim, captar a alta energia dos raios-X atavés da poeira e do gás que obstroem a observação das galáxias, os buracos negros e as estrelas de nêutrons situadas no coração da Via Láctea.

O novo telescópio será colocado em órbita por um foguete Pegasus, lançado em pleno voo por um avião Lockeed L-1011, uma grande aeronave com três turbinas batizado de Stargazer, da Base de Testes Reagan, no atol Kwajalein, nas Ilhas Marshall, Pacífico.

Depois do lançamento em 13 de junho, o Stargazer lançará o foguete às 15H30 GMT (12h30 de Brasília). O Pegasus levará o NuStar à órbita terrestre baixa, informou a Nasa.

O objetivo da missão é trabalhar em concordância com outros telescópios no espaço, como o observatório de raios-X da Nasa Chandra, que estuda os raios-X de baixa energia, ou o XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia, informou a Nasa.

Em sua primeira fase de dois anos, a missão NuSTAR mapeará certas regiões do céu para recensear as estrelas mais profundas e distantes, bem como buracos negros de diferentes tamanhos. Para isso, examinará as regiões que rodeiam o centro da Via Láctea.

O novo telescópio também fará observações do universo profundo, além da Via Láctea, permitindo compreender melhor as emissões de partículas das galáxias mais extremas, como a Centaurus A, onde ficam os buracos negros supermaciços.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Divulgada uma das imagens mais profundas da Centaurus A

Portal: Uol Ciência
A imagem divulgada pelo ESO (Observatório Europeu do Sul) mostra uma das imagens mais profundas da galáxia Centaurus A, também conhecida como NGC 5128. A galáxia está situada a cerca de 12 milhões de anos-luz de distância da constelação de Centauro. Segundo os astrônomos, a galáxia tem um buraco negro supermassivo no seu centro que faz com que núcleo seja brilhante e emita jatos

terça-feira, 13 de março de 2012

Veja foto de aurora austral entre a Antártida e a Austrália

É do astronauta holandês Andre Kuipers a foto tirada da aurora austral que, neste caso, é visível entre a Antártida e a Austrália (a aurora no Norte da Terra é chamada de boreal).

A imagem mostra ainda partes da ISS (Estação Espacial Internacional) em um clique feito no último sábado (10), que foi divulgado pela Nasa (agência espacial americana) nesta terça-feira (13).

O fenômeno de luzes de cores distintas é causado pela interação de ventos e poeira solar e o campo magnético terrestre.
Andre Kuipers/Reuters - portal Uol ciência

Imagem da aurora austral, que ilumina o céu no sul do planeta, tirada pelo astronauta da estação espacial

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Cientistas descobrem novo planeta composto por água a 40 anos-luz

Além de 'enorme fração da massa' formada por água, ele tem leve atmosfera.
É considerado uma 'super-Terra' e foi encontrado pelo telescópio Hubble.

Da France Presse / Via Portal G1

Um grupo de astrônomos descobriu a existência de um novo tipo de planeta, composto em sua maior parte de água e com uma leve atmosfera de vapor. A informação foi divulgada nesta terça-feira (21) pelo Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (em Cambridge, nordeste dos Estados Unidos) e pela Nasa.

Trata-se de um planeta fora de nosso sistema solar denominado "GJ1214b", descoberto em 2009 graças ao telescópio espacial Hubble da Nasa. Segundo estudos recentes de um grupo de astrônomos, ele tem "uma enorme fração de sua massa" composta de água.
Imagem divulgada pela Nasa mostra o planeta orbitando uma estrela vermelha há 40 anos-luz da Terra. (Foto: AFP Photo / Nasa / ESA / D.Aguilar)

Em nosso sistema solar existem três tipos de planetas: rochosos e terrestres (Mercúrio, Vênus, a Terra e Marte), gigantes gasosos (Júpiter e Saturno) e gigantes de gelo (Urano e Netuno).

Por outro lado, existem planetas variados que orbitam em torno de estrelas distantes, entre os quais há mundos de lava e "Júpiteres" quentes.

"Observações do telescópio espacial Hubble da Nasa acrescentaram este novo tipo de planeta", ressaltou comunicado conjunto do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e da Nasa. Os estudos foram realizados pelo astrônomo Zachory Berta e por um grupo de colegas.

Características
O "GJ1214b", situado a 40 anos luz da Terra, é considerado uma "super-Terra", com 2,7 vezes o comprimento de nosso planeta e sete vezes seu peso.

Ele orbita a cada 38 horas ao redor de uma estrela vermelha anã e possui temperatura estimada de 450 graus Fahrenheit (232 graus celsius).

No entanto, as observações também podem ter sido feitas em razão da presença de uma nuvem que envolve totalmente o planeta.Em 2010, um grupo de cientistas liderado por Jacob Bean havia indicado que a atmosfera de "GJ1214b" deveria ser composta em sua maior parte por água, depois de medir sua temperatura.

As medições e observações efetuadas por Berta e por seus colegas quando o "GJ1214b" passava diante de seu sol permitiram comprovar que a luz da estrela era filtrada através da atmosfera do planeta, exibindo um conjunto de gases.

O equipamento do Hubble permitiu distinguir uma atmosfera de vapor. Depois, os astrônomos conseguiram calcular a densidade do planeta a partir de sua massa e tamanho, comprovando que ele tem "muito mais água do que a Terra e muito menos rocha"
.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Planeta recém-descoberto é 'melhor candidato a abrigar vida' fora da Terra

Distância de GJ 667Cc a estrela permite existência de água líquida.
Sistema solar fica a 22 anos-luz da Terra.


Da EFE / Via Portal G1

Uma equipe internacional de cientistas descobriu um planeta a 22 anos-luz da Terra com mais possibilidades de ter água e vida que qualquer outro já descoberto. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (2) pela revista "Astrophysical Journal Letters".

O planeta GJ 667Cc tem, no mínimo, 4,5 vezes a massa da Terra. Com uma órbita que dura o equivalente a 28 dias terrestres, ele gira ao redor de seu sol em uma zona onde a temperatura não é nem quente nem fria demais para que exista água em estado líquido em sua superfície.


Ilustração do planeta GJ667Cc (Foto: Carnegie Institution for Science/Divulgação)

"Este planeta reúne as melhores condições para manter água em estado líquido e é, portanto, o melhor candidato a abrigar vida tal qual nós a conhecemos", explicou Guillem Anglada-Escudé, chefe da equipe que trabalhou na pesquisa pelo Carnegie Institution for Science, em Washington, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores encontraram evidência de pelo menos um e possivelmente outros dois planetas orbitando a estrela GJ 667C.

A órbita na qual está reúne as condições nas quais poderia existir água, sem necessidade de cumprir outros requisitos como acontece com alguns planetas descobertos que, por exemplo, precisariam de uma atmosfera com muitos gases estufa.

O estudo indica que a estrela pertence a um sistema triplo e tem uma composição diferente do Sol, com concentração muito inferior de elementos mais pesados que o hélio como o ferro, o carbono e o silício.

Segundo os pesquisadores, isto indica que a existência de planetas habitáveis pode dar-se em uma maior variedade de ambientes do que se acreditava anteriormente.

A equipe descobriu que o sistema também poderia conter um planeta gigante de gás e outro astro maior que a Terra com um período orbital de 75 dias. No entanto, são necessárias novas observações para confirmá-lo
.