terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sonda da Nasa entra na fronteira do Sistema Solar

Voyager 1 carrega uma mensagem dos humanosVoyager 1
do portal R7 / Concepção artística de como é a sonda Voyager 1

A sonda espacial Voyager 1, construção humana que se encontra mais afastada da Terra neste momento, entrou na fronteira de nosso Sistema Solar e pode chegar ao desconhecido espaço interestelar em questão de meses.
Os cientistas esperam conhecer novos dados emitidos da Voyager 1 para confirmar o momento no qual a sonda, lançada em 1977, sairá da heliosfera, região em que chegam as partículas energéticas emitidas pelo Sol e que protege os planetas das radiações do espaço exterior.
A Voyager já percorreu quase 18 bilhões de km e, segundo o comunicado da Nasa (agência espacial dos EUA), poderia superar a barreira da heliosfera e a influência de seu campo magnético em "alguns poucos meses ou anos".
Rob Decker, um dos responsáveis dos instrumentos de medição da sonda, diz que os pesquisadores descobriram que “o vento solar é lento nesta região e sopra de forma errática”.

– Pela primeira vez, até se movimenta para trás. Estamos viajando por um território completamente novo.

Ed Stone, cientista do projeto Voyager no Instituto Tecnológico de Pasadena (Estado da Califórnia, EUA), diz que “não deveríamos esperar muito para investigar como de verdade é o espaço entre as estrelas”.

A Voyager 1, que também transporta uma mensagem sobre o homem e sua situação no Universo, mede as radiações para determinar sua passagem pelas fronteiras do Sistema Solar.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Cientistas descobrem os dois maiores buracos negros do Universo

Localizados a 270 milhões de anos-luz da Terra, cada buraco negro tem massa equivalente a cerca de dez bilhões de Sóis
Portal: IG/Ciência EFE | 05/12/2011 17:16

Foto: Nature

Ilustração mostra estrelas em movimento em uma galáxia elíptica, que tem em seu centro um buraco negro supermassivo

Um grupo de cientistas descobriu os dois maiores buracos negros conhecidos até o momento, com uma massa quase 10 bilhões de vezes superior à do Sol, informa um artigo publicado nesta segunda-feira pela periódico cientifíco Nature.

Esses buracos negros, localizados em duas enormes galáxias elípticas a cerca de 270 milhões de anos-luz da Terra, são muito maiores do que se previa por meio de deduções dos atributos das galáxias anfitriãs.
Segundo os especialistas, liderados por Chung-Pei Ma, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a descoberta sugere que os processos que influenciam no crescimento das galáxias grandes e seus buracos negros diferem dos que afetam as galáxias pequenas.

Os cientistas acreditam que todas as galáxias maciças com componente esferoidal abrigam em seus centros buracos negros gigantescos. As oscilações de luminosidade e brilho identificadas nos quasares do universo sugerem ainda que alguns deles teriam sido alimentados por buracos negros com massas 10 bilhões de vezes superiores à do Sol.

No entanto, o maior buraco negro conhecido até então, situado na gigantesca galáxia elíptica Messier 87, tinha uma massa de apenas 6,3 bilhões de massas solares.

Os buracos negros são difíceis de serem detectados porque sua poderosa gravidade os absorve por completo, incluindo a luz e outras radiações que poderiam revelar sua presença.

Os cientistas avaliaram os dados de duas galáxias vizinhas à Messier 87 - NGC 3842 e NGC 4889 - e concluíram que nelas havia buracos negros supermassivos.

Os cientistas usaram o telescópio Gemini do Havaí, adaptado com lentes especiais que permitem detectar o movimento irregular de estrelas que se movimentam perto dos buracos negros e que são absorvidas por eles.

Os pesquisadores constataram que a NGC 3842 abriga em seu centro um buraco negro com uma massa equivalente a 9,7 milhões de massas solares, enquanto, na NGC 4889, há outro com uma massa igual ou superior.

Esses buracos negros teriam um horizonte de fatos, a região na qual nada, nem sequer a luz, pode escapar de sua atração, cerca de sete vezes maior do que todo o sistema solar.

Segundo os especialistas, o enorme tamanho dos buracos se deve à sua habilidade para devorar não só planetas e estrelas, mas também pequenas galáxias, um processo que teria sido produzido ao longo de milhões de anos.

Planeta similar à Terra é achado ao redor de estrela parecida com o Sol

Astro pode conter água líquida em sua superfície.
Nasa anunciou novos dados da sonda Kepler nesta segunda-feira (5).


Do G1, em São Paulo

A agência espacial norte-americana (Nasa) anunciou nesta segunda-feira (5) a descoberta do primeiro planeta com tamanho parecido com o da Terra e que gira ao redor de uma estrela parecida com o Sol. O planeta fica a 600 anos-luz de distância e foi detectado pela sonda Kepler, lançada em 2009 com o objetivo de descobrir novas "Terras" pelo espaço.

Outra característica do astro é que ele se encontra a uma distância da estrela que pode permitir o desenvolvimento de água líquida e atmosfera, condições ideais para o surgimento da vida como a conhecemos. Quando um planeta se encontra nessas condições, diz-se que ele está em uma "zona habitável" (em inglês também é comum o termo "goldilocks").

O planeta recebeu o nome de Kepler 22b. Sua descoberta será relatada na revista "The Astrophysical Journal", uma das principais publicações científicas sobre astronomia.

Em fevereiro, os astrônomos da Nasa haviam anunciado uma lista com 54 astros que poderiam ser habitáveis. Desses, apenas Kepler 22b foi confirmado como planeta. O astro possui um raio 2,4 vezes maior que o da Terra e gira ao redor de sua estrela em 290 dias. Os cientistas ainda não sabem dizer o planeta é rochoso ou gasoso.












Ilustração mostra como seria o planeta Kepler 22b. (Crédito: Ames / JPL-Caltech / Nasa)

Números da Kepler
O novo balanço da missão Kepler revelou a existência de 1.094 novos candidatos a planetas. Desses, 10 estariam na "zona habitável" das estrelas que orbitam. Observações futuras deverão confirmar se estes corpos são ou não planetas.

Atualmente, apenas 600 astros são confirmados como planetas pelos astrônomos. A sonda Kepler é, atualmente, a principal desvendadora de novos mundos. O instrumento vasculha as redondezas de 150 mil estrelas, todas localizadas em uma faixa no céu entre as constelações do Cisne e de Lira.

Para confirmar que Kepler 22b era mesmo um planeta, a sonda precisou verificar o sinal vindo daquela região pelo menos três vezes. A estrela que ela orbita é um pouco mais fria que o nosso Sol.

Desde o último balanço, em fevereiro, o número de candidatos a planetas cresceu 89% e agora chega a 2.326. Desses, 207 têm tamanho próximo ao da Terra, 680 são maiores que o nosso planeta e 1.181 são tão grandes quanto Netuno. A lista é completada por 203 astros com as mesmas dimensões que Júpiter e apenas 55 maiores que o maior astro do Sistema Solar (depois do Sol).

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Colisões de ‘superestrelas’ ajudam astrônomos a estudar a gravidade

Do G1, em São Paulo

Telescópios futuros poderão analisar o fenômeno.
Objetivo é entender a aplicação da teoria de Einstein no espaço.

A colisão de duas “estrelas de nêutrons” pode ajudar cientistas a estudar a aplicação da teoria da relatividade de Albert Einstein no espaço, segundo um estudo publicado na revista “Nature” nesta quinta-feira (29).


“Estrelas de nêutrons” são astros muito densos: têm uma massa equivalente à do nosso Sol, mas “apertada” em uma área muito menor, de cerca de 20 quilômetros. Elas se formam após o colapso de uma supernova.




Ilustração de uma estrela de nêutrons (Foto: Jacobs University Bremen)


Quando dois exemplares do tipo colidem no espaço o resultado é uma onda de choque de rádio que, segundo pesquisadores israelenses, pode ser estudada para avaliar os efeitos da gravidade no espaço. Isso porque a “batida” é um evento tão forte, tão energético, que é capaz de alterar o próprio “espaço-tempo”.


Os pesquisadores acreditam que a geração futura de telescópios pode ser capaz de analisar essa onda e ajudar a entender melhor como funciona a gravidade entre os corpos celestes.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Chuva em lua de Saturno explica mistério de origem da água no planeta



Cientistas descobriram de onde vem a água na atmosfera.
O satélite Encélado ‘chove’ água no planeta.


Do G1, em São Paulo


Um mistério de 14 anos, a origem da água na atmosfera de Saturno, foi explicado pelos cientistas nesta semana após uma análise de uma das mais de 60 luas do planeta: Encélado. O satélite recoberto de gelo “chove” no planeta abaixo, afirmam os pesquisadores.


Encélado 'derramando' água em imagem feita pelo telescópio espacial Herschel (Foto: NASA/JPL/Space Science Institute )


Há quase uma década e meia, os astrônomos investigavam a origem do vapor de água na atmosfera de Saturno. Agora, o telescópio espacial Herschel observou um verdadeiro anel de vapor em volta do planeta, com um formato consistente com a órbita de Encélado.


É a primeira vez que algo do tipo é observado no Universo. Nunca antes foi detectada uma lua capaz de alterar a composição química de seu planeta.


O sexto maior satélite de Saturno, Encélado é muito estudado por ser um dos melhores candidatos no Sistema Solar para abrigar vida. Com sua superfície recoberta por gelo e intensa atividade vulcânica, a lua derrama cerca de 250 quilos de vapor de água por segundo. Cerca de 5% disso acaba caindo no planeta – o resto ou se perde no espaço ou se congela nos anéis de Saturno.


Imagem mostra a água saindo da lua e alimentando o anel E de Saturno (Foto: NASA/JPL/Space Science Institute )

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Hubble completa 1 milhão de observações espaciais



Telescópio deve permanecer em operação até 2014.
Imagem obtida, no entanto, não é fotografia.

Do G1, em São Paulo


O planeta Kepler 2b foi o alvo da investigação do
Hubble (Foto: NASA; ESA; G. Bacon, STScI)

O Telescópio Espacial Hubble fez, no início desta semana, sua observação de número 1 milhão, ao investigar a existência de água em um planeta a mil anos-luz de distância da Terra. É um feito para uma ferramenta de 21 anos de idade que quase foi aposentada antes da hora após o acidente do ônibus espacial Columbia.

A imagem feita dessa vez, no entanto, não é uma das belas fotografias espaciais que estamos acostumados a ver. Para a investigação, o Hubble fez uma “medida espectroscópica” do planeta conhecido apenas como “Kepler 2b”, que permite dividir a luz visível em diferentes cores. Essas cores são capazes de revelar os compostos químicos presentes no planeta.

O Kepler 2b recebe esse nome porque é um dos alvos de investigação da sonda Kepler, que procura planetas parecidos com a Terra, que possam abrigar vida.

O administrador chefe da Nasa, Charles Bolden, foi o piloto do ônibus espacial que levou o Hubble à órbita terrestre. Em nota, ele afirmou que “o fato de que o Hubble atingiu essa marca estudando um planeta distante é um notável lembrete de sua força e de seu legado”.

O Hubble deve funcionar até mais ou menos 2014, segundo a Nasa. Depois disso, ele será substituído pelo Telescópio Espacial James Webb, que tem lançamento previsto para 2018.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Astrônomos descobrem o quasar mais distante já encontrado



A ilustração do quasar visto de perto mostra o quasar muito quente e brilhante. A luz do quasar está ionizando o gás ao redor, provocando a luz vermelha
Astrônomos europeus descobriram o quasar mais distante descoberto até o momento. A partir das observações realizadas com o telescópio de longo alcance eles captaram a luz de uma galáxia brilhante e antiga, com um enorme buraco negro no centro, uma descoberta que pode ajudar a explicar aspectos das origens do Universo.
Segundo os resultados do estudo, se trata do objeto mais luminoso descoberto até agora no Universo primordial, que é alimentado por um buraco negro que possui dois bilhões de vezes a massa do Sol. O fenômeno, chamado quasar, é formado por galáxias muito distantes e brilhantes e com um poderoso buraco negro no centro.
"Este quasar é uma evidência vital do Universo primordial. É um objeto muito raro que nos ajudará a entender como cresceram os buracos negros supermassivos em poucas centenas de milhões de anos depois do Big Bang", disse Stephen Warren, líder da equipe de astrônomos, em uma nota do ISSO. Segundo uma hipótese, os buracos negros supermaciços levariam bilhões de anos para se formar, uma vez que sugam matéria gradualmente de seu entorno.
A luz deste quasar, chamado ULAS J1120+0641, demorou 12,9 bilhões de anos para chegar aos telescópios da Terra, por isso que é visto como era quando o Universo tinha apenas 770 milhões de anos.
Anteriormente já se tinha confirmado a existência de objetos ainda mais distantes, como uma explosão de raios gama com deslocamento ao vermelho de 8,2 e uma galáxia com deslocamento ao vermelho de 8,6, mas o quasar recém descoberto, com deslocamento ao vermelho de 7,1, é centenas de vezes mais brilhante que os anteriores.
O deslocamento ao vermelho cosmológico é uma medida do estiramento total do Universo entre o momento em que a luz foi emitida e o momento em que foi recebida.
Depois do quasar recém descoberto, o mais distante é visto atualmente como era 870 milhões de anos depois do Big Bang, com um deslocamento ao vermelho de 6,4.
"Demoramos cinco anos para encontrar este objeto", afirmou Bram Venemans, um dos autores do estudo, em referência à nova descoberta.
A equipe de astrônomos, que procurava um quasar com deslocamento ao vermelho maior que 6,5 teve uma surpresa ao "encontrar um que está inclusive mais longe, com um deslocamento ao vermelho maior que 7".
"Ao permitir-nos olhar em profundidade a era de reionização, este quasar representa uma oportunidade única para explorar uma janela de 100 milhões de anos na história do cosmos que até agora não estava a nosso alcance", ressaltou.
Segundo Daniel Mortlock, principal autor do estudo, se considera que "só há cerca de 100 quasares brilhantes com deslocamento ao vermelho superior a 7 em todo o céu".
"Encontrar este objeto envolveu uma busca minuciosa, mas o esforço valeu a pena para poder desvelar alguns dos mistérios do Universo primitivo".
O brilho dos quasares, dos quais se acredita que sejam galáxias distantes muito luminosas alimentadas por um buraco negro supermassivo em seu centro, os transforma em poderosas luzes que podem ajudar a obter informações sobre a época em que foram formadas as primeiras estrelas e galáxias.

iG São Paulo | 29/06/2011 14:39 - Atualizada às 17:29

terça-feira, 14 de junho de 2011

Eclipse ao anoitecer

por Cássio Barbosa do portal G1

Na quarta feira (15), o entardecer – que já costuma ser um momento de contemplação – terá mais uma atração: um eclipse lunar.
Normalmente, nesta época do ano, é comum notar um pôr do sol avermelhado. Isso por conta da camada de poeira e poluição que se concentra perto do horizonte. Não é raro que o Sol fique avermelhado a ponto de ser possível olhar diretamente para ele. Fora dessas (raras) condições, a regra é clara: nada de tentar olhar o Sol diretamente!
Especialmente nesta quarta, imediatamente após o Sol sumir no horizonte, iremos nos deparar – ao olhar na direção oposta – com a Lua nascendo. Nascendo eclipsada!
O eclipse vai ocorrer em sua plenitude, ou seja, poderá ser acompanhado integralmente no Oceano Índico, Índia, África Oriental, na maior parte da Ásia e em partes da Europa. Quem estiver em Madagascar terá uma visão privilegiada de todo o evento.
No Brasil, veremos a parte final do eclipse. Quando a Lua surgir no céu, já estará deixando a região da umbra – a parte mais escura da sombra da Terra. É nesta fase que ela fica alaranjada e, por vezes, avermelhada por causa da poluição (natural ou não) da atmosfera da Terra.
O pouco da luz que atinge a Lua passa pela nossa atmosfera e – a depender da quantidade de nuvens, poeira e outros particulados em suspensão – o astro se torna mais ou menos avermelhado.
Com a recente atividade do vulcão Puyehue, no sul do Chile, espera-se que a cor da Lua durante o eclipse atinja um tom mais escuro. Esse grau de avermelhamento é medido após cada eclipse e é quantificado pela escala de Danjon, que vai de zero (para um eclipse muito escuro, com a Lua quase invisível) até quatro (para um eclipse bem brilhante, quando a Lua tem coloração laranja brilhante).
Além desse efeito produzido pela atmosfera terrestre, esse efeito deve ser acentuado aqui no Brasil por conta da condição da atmosfera local. Estamos próximos do inverno e com o tempo seco na maior parte do país. Sem chuvas, ou ventos, há muita poeira e fuligem em suspensão.
Este será o único eclipse lunar visível no país neste ano. Outro eclipse lunar ocorrerá em 10 de dezembro, mas só quem estiver nas imediações da Austrália o verá.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Magma da Lua contém tanta água quanto o terrestre

Análise de amostra do magma da Lua mostrou mesmo teor de substâncias que a Terra e água suficiente para encher o mar do Caribe

Maria Fernanda Ziegler, iG São Paulo | 26/05/2011 15:00

manto da Terra. São 3,5 bilhões de bilhões de litros, água suficiente para encher o mar do Caribe, uma quantidade 100 vezes maior que o imaginado, de acordo com estudo que analisou amostras de magma contido dentro de pequenos cristais, trazidos da missão Apollo 17, há quase 40 anos.

A descoberta põe em questão a teoria mais aceita para a formação da Lua. Nela, um impacto gigante de um corpo celeste do tamanho de Marte teria colidido com a Terra e os detritos fundidos deste impacto formaram a Lua. No entanto, o grande impacto teria que ter gerado altas temperaturas, o que conflita com a nova descoberta de água no interior lunar. 

“Nossos dados não excluem completamente a teoria do impacto. Só que ele não permite o alto teor de água lunar que descobrimos, já que a Lua seria o resultado da fusão quase total do material que entrou em órbita após o impacto. Porém, no vácuo do espaço, este material ficaria completamente desidratado”, explicou ao iG Erick Hauri, geoquímico do Carnegie Instituto e um dos autores do estudo publicado hoje (26) no periódico científico Science.

O mais surpreendente do estudo é que há mais semelhança entre a Lua e a Terra do que o esperado. Os resultados da análise mostram que a Lua é o único objeto em nosso Sistema Solar com teor de substâncias voláteis em seu interior tão semelhante ao manto superior da Terra. 
Foto: Thomas Weinreinch/ Brown UniversityAmpliar
Fotografia optica da amostra do magma contido em pequenos cristais
As pequenas amostras – a maior amostra de magma lunar mede 30 micrometros, menos que o diâmetro de um fio de cabelo - vieram de uma área da Lua, que tinha composição similar ao manto superior da Terra. Isto quer dizer que o nível da água no magma da Lua é semelhante ao encontrado no magma da Terra, mais especificamente nos vulcões das grandes cadeias de montanhas submersas no oceano, que se originam do afastamento das placas tectônicas - os vulcões mais produtivos da Terra.

“A água desempenha um papel importante no comportamento tectônico de superfícies planetárias, o ponto de fusão de interiores planetários, bem como a localização e estilo de erupção de vulcões do planeta”, disse Hauri.
Pólo sul lunar
O novo estudo dá ainda uma nova guinada sobre a origem do gelo detectado em crateras nos pólos lunares. No ano passado, a missão LCROSS encontrou gelo em crateras no pólo sul lunar. O estudo afirmava que a água teria vindo de fora da Lua, a partir de um cometa. No entanto, com a descoberta de que há muita água no interior da Lua, o gelo poderia vir do magma. 

“Durante os eventos vulcânicos, há uma quantidade significativa de gás removido, por exemplo, a nova erupção na Islândia, a nuvem de gás veio de remoção de gás do interior da Terra. Portanto, ocorre transferência significativa do interior para a superfície, e o gás é condensado devido à baixa temperatura na superfície, se transformando em gelo”, disse ao iG Alberto Saal do departamento de Ciências Geológicas da Universidade de Brown e que também participou do estudo.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Climatologistas consideram exoplaneta potencialmente habitável

  • Simulação mostra o planeta 581d em órbita ao redor da estrela anã e um mapa de calor onde o vermelho seriam áreas quentes e o azul áreas mais frias
    Simulação mostra o planeta 581d em órbita ao redor da estrela anã e um mapa de calor onde o vermelho seriam áreas quentes e o azul áreas mais frias
PARIS, 16 maio 2011 (AFP) - Um dos planetas que gira ao redor da estrela-anã Gliese 581 poderia ser "habitável", com clima propício para a existência de água em estado líquido e vida, segundo um estudo que uma equipe de climatologistas acaba de publicar.
Os astrônomos querem determinar se alguns dos 500 exoplanetas descobertos são aptos para abrigar a vida.
Sete vezes mais maciço que a Terra e aparentemente rochoso, o Gliese 581d "poderia ser o primeiro planeta potencialmente habitável" descoberto até hoje, anunciou esta segunda-feira o francês Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) em um comunicado.
Detectado em 2007 a 20 anos-luz (1 ano-luz = 9,5 trilhões de quilômetros) do Sistema Solar, o Gliese 581d foi considerado na ocasião frio demais para ser "habitável", ou seja, não teria temperaturas compatíveis com a presença de água em estado líquido em sua superfície.
Este exoplaneta, que orbita ao redor de uma estrela pouco quente, uma anã-vermelha, recebe três vezes menos energia em comparação com a que a Terra recebe do Sol. Também é possível que tenha sempre a mesma face voltada para a sua estrela, enquanto a outra permanece em eterna escuridão.
Apesar das desvantagens, o Gliese 581d poderia se beneficiar de um efeito estufa, que lhe dá um clima "quente a ponto de permitir a formação de oceanos, nuvens e chuva", segundo uma modelização que ilustra "a grande variedade de climas possíveis para os planetas da galáxia", acrescentou o CNRS.
Nesta simulação, a equipe de Robin Wordworth e François Forget, do Laboratório de Meteorologia Dinâmica (LMD) do Instituto Pierre Simon Laplace de Paris, se inspirou nos modelos usados para o estudo do clima terrestre, ampliando a gama de condições possíveis.
Se tiver uma atmosfera densa em dióxido de carbono (CO2), o que é considerado muito provável pelos cientistas, o exoplaneta pode evitar a condensação de sua atmosfera na face noturna e inclusive ter um clima quente.
Após um fenômeno denominado "difusão Rayleigh", que dá a tonalidade azul ao nosso céu, a atmosfera terrestre reflete para o espaço uma fração importante do resplendor azul, limitando o aquecimento do nosso planeta. Um efeito que é pouco sensível com o vermelho, segundo os cientistas, cujos trabalhos foram publicados na revista científica "The Astrophysical Journal Letters".
O Gliese 581d, terceiro planeta que orbita ao redor da anã-vermelha, poderia estar em uma penumbra avermelhada, com uma atmosfera densa e uma espessa camada nebulosa.

Uol Ciência

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Vulcões: origens e segredos

Saiba mais sobre aquilo que Kepler chamou de “lágrimas da Terra”

 Foto: Oliver Spalt
Monte Rinjani, na Indonésia.
Vulcões estão entre as mais temidas catástrofes da natureza. O nome deriva de Vulcano, deus Greco-romano (chama-se Hefesto na Grécia) do fogo. Era o ferreiro responsável por forjar os relâmpagos de Júpiter.

Vulcano era feio e coxo, mas conseguiu de Júpiter a mão de Vênus, deusa da beleza, em casamento. Os mitos contam que Vênus era muito infiel ao marido. Sempre que este descobria sobre algum adultério da esposa, batia no ferro com o martelo com tal força que soltava fumaça e faíscas – a explosão vulcânica.

Mas os vulcões soltam muito mais do que “faíscas”. São rupturas na crosta terrestre que permitem a passagem de magma, cinza e gás – vapor de água principalmente, mas também dióxidos de carbono e dióxido de enxofre. Eles aparecem no encontro de duas placas tectônicas, sejam convergentes ou divergentes.

Há atividade vulcânica comprovada em outros dois planetas do sistema solar – Marte e Vênus – além de duas luas: a nossa e uma das de Júpiter, Io. Marte é lar do maior vulcão conhecido, o Monte Olimpo, com 25 km (três vezes o Everest).

Mas a Terra ainda é o único lugar que conhecemos que possui vulcões submarinos – na verdade, 75% da produção anual de magma é submarina. As fontes hidrotermais, fonte de energia para seres abissais, são vulcões. Mas os que geram mais consequências para a vida humana são, com certeza, os terrestres.

Foto: P. Rona
Fonte hidrotermal no oceano Atlântico

Dependendo da intensidade da erupção, os danos podem ser críticos. A famosa explosão do Vesúvio, em 79 d.C., por exemplo, destruiu por completo a cidade de Pompéia, e mais de 30 mil pessoas morreram. Já a explosão do vulcão no lago Toba, na Indonésia, há mais de 70 mil anos, gerou um inverno vulcânico e reduziu a população humana da época a algo entre mil e dez mil indivíduos

As cinzas levantadas, em geral, são um problema maior do que a lava. A lava só escorre por alguns quilômetros, enquanto as cinzas percorrem distâncias gigantescas. Podem atrapalhar o tráfego aéreo e destruir rebanhos. O vulcão islandês Eyjafjallajökul, que entrou em erupção no ano passado, causou prejuízo de bilhões para empresas de linhas aéreas, além de matar 79% dos carneiros da Islândia.

Foto: Henrik Thorburn
A fumaça levantada pelo Eyjafjallajökul em 17 de abril de 2010

Mas vulcões não trazem só desvantagens. A terra em torno do vulcão, geralmente, é muito fértil e excelente para plantio. A terra roxa – um tipo de solo extremamente fértil presente do sul da América Latina, inclusive Brasil – é derivada da decomposição de pedra basáltica, um tipo de pedra vulcânica que vem da solidificação do magma.

A terra roxa tem grande importância histórica para o Brasil. Foi nela que prosperaram as grandes lavouras de café, gerando o desenvolvimento do sul e sudeste.

Potal IG

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cientistas americanos estudam técnica para apagar memórias traumáticas


Proteína desativada consegue enfraquecer lembranças
Do R7

Getty ImagesGetty Images
A Aplysia é um tipo de lesma do mar; o animal foi escolhido por ter um sistema nervoso simples

Os cientistas foram capazes de eliminar, ou “enfraquecer” consideravelmente, memórias de longo prazo em um caracol marinho chamado de Aplysia. Eles também conseguiram eliminar neurônios cultivados em laboratório.Um veterano de guerra, uma vítima de estupro ou o sobrevivente de um desastre natural. Imagine se essas pessoas conseguissem superar seus traumas e apagar todas as memórias ruins. Cientistas americanos estão estudando o assunto e acabam de descobrir uma proteína que, ao ser desativada, tem a capacidade de enfraquecer memórias. O estudo foi publicado nesta quarta-feira (27) na revista científica Journal of Neuroscience. Os cientistas foram capazes de eliminar, ou “enfraquecer” consideravelmente, memórias de longo prazo em um caracol marinho chamado de Aplysia. Eles também conseguiram eliminar neurônios cultivados em laboratório.
Para “suavizar” as memórias, os cientistas inibiram a atividade de uma proteína chamada quinase. Essa substância está associada à memória. Eles fizeram isso após avaliar uma forma simples da memória do caracol chamada de sensibilização: se o molusco é atacado por um predador, o ataque aumenta sua percepção sobre o ambiente, explica o principal autor do estudo, David Glanzman, professor de Fisiologia e Biologia Integrativa e de Neurobiologia da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA).
- Esse é um aprendizado fundamental para a sobrevivência.
Para verificar a função da proteína, o molusco recebeu choques elétricos na cauda. No primeiro teste, a resposta do caracol veio após 50 segundos. Na segunda experiência, uma semana depois, a reação veio após 30 segundos. Essa é a memória de sensibilização de longo-prazo.
Os cientistas então removeram os neurônios-chave do sistema nervoso do caracol e, em laboratório, recriaram dois neurônios: um sensorial e um motor, que produz o reflexo.
Quando os moluscos receberam o inibidor da proteína e, em seguida, foram estimulados pelo choque, eles se comportaram como se nunca tivessem recebido o estímulo.
- Ao inibir a proteína, nós conseguimos apagar a memória de sensibilização de longo-prazo do caracol.
Para Glanzman, esse é um grande avanço na área da biologia celular das memórias.
- Eu acho que um dia seremos capazes de alterar memórias e reduzir traumas em nosso cérebro.
Os pesquisadores acreditam que, se um dia for possível manipular as memórias de humanos, esse método será útil no tratamento de pessoas que sofrem de mal de Alzheimer e transtorno de estresse pós-traumático. Viciados em drogas também poderão se beneficiar, segundo Glanzman, porque a memória tem um papel importante no vício.
- Quase todos os processos envolvidos na memória do caracol também são demonstrados no cérebro dos mamíferos.
O cientista acrescentou ainda que o cérebro dos humanos é muito complicado para ser estudado diretamente.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pesquisador diz que data da Páscoa pode ser modificada

Cientista britânico oferece teoria para conciliar contradição entre Evangelhos quanto à data da Última Ceia de Jesus



Foto: Reprodução
A Última Ceia, famoso mural pintado por Leonardo da Vinci no século XV
A Última Ceia ocorreu numa quarta-feira - um dia antes do que se pensava - e a data para a Páscoa agora pode ser modificada, segundo um cientista da Universidade de Cambridge que está buscando resolver uma das contradições mais persistentes da Bíblia.
Cristãos estabeleceram a última refeição de Jesus na Quinta-feira Santa há séculos mas, graças a uma redescoberta do antigo calendário judaico, o professor Colin Humphreys sugere outra interpretação.
"Eu estava intrigado com as histórias bíblicas sobre a última semana de Jesus, nas quais ninguém consegue encontrar nenhuma menção de quarta-feira. É chamado de um dia perdido", disse Humphreys à Reuters. "Mas isso parecia ser tão improvável: afinal de contas, Jesus era um homem muito ocupado."
Suas descobertas ajudam a explicar a inconsistência misteriosa entre os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, que disseram que a Última Ceia coincidiu com a Páscoa Judaica, e o de João, que disse que a refeição ocorreu antes do dia que comemora o Êxodo do Egito.
A pesquisa de Humphreys sugere que Jesus, Mateus, Marcos e Lucas estavam usando o calendário pré-exílico, do tempo de Moisés, e que conta o primeiro dia do mês a partir do final do ciclo lunar anterior, enquanto João estava se referindo ao calendário oficial judaico.
"Foi um erro extremamente curioso para qualquer um fazer porque, para o povo judeu, a Páscoa Judaica era uma refeição muito importante", disse Humphreys, um cientista na área de metalurgia e materiais, e cristão.
Com a ajuda de um astrônomo, Humphreys reconstruiu o calendário pré-exílico e colocou a Páscoa Judaica no ano 33 d.C, amplamente aceita como a data da crucificação de Jesus, na quarta-feira, 1o de abril.
Isto significa que se os cristãos modernos quiserem estabelecer uma data para a Páscoa com base nos cálculos de Humphreys, que ele vem elaborando desde 1983, o Dia da Páscoa seria o primeiro domingo de abril.


Fonte: Portal IG/Ciência.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Anuncio do Fim Do Mundo, "falso" ou "verdadeiro"?


Foto 51 de 51 - A pedra do calendário maia que foi interpretada erroneamente como um anúncio do fim do mundo marcado para dezembro de 2012 foi apresentada na terça-feira em Tabasco, sudeste do México. A peça é formada de pedra calcária e esculpida com martelo e cinzel, e está incompleta. "No pouco que podemos apreciá-la, em nenhum de seus lados diz que em 2012 o mundo vai acabar", enfatizou José Luis Romero, subdiretor do Instituto Nacional de Antropologia e História AFP/Renè Alberto Lopez

A pedra do calendário maia que foi interpretada erroneamente como um anúncio do fim do mundo marcado para dezembro de 2012 foi apresentada na terça-feira em Tabasco, sudeste do México.

A peça é formada de pedra calcária e esculpida com martelo e cinzel, e está incompleta. "No pouco que podemos apreciá-la, em nenhum de seus lados diz que em 2012 o mundo vai acabar", enfatizou José Luis Romero, subdiretor do Instituto Nacional de Antropologia e História.

Na pedra está escrita a data de 23 de dezembro de 2012, o que provocou rumores de que os maias teriam previsto o fim do mundo para este dia. Até uma produção hollywoodiana, "2012", foi lançada apresentando esse cenário de Apocalipse.

"No pouco que se pode ler, os maias se referem à chegada de um senhor dos céus, coincidindo com o encerramento de um ciclo numérico", afirmou Romero.

A data gravada em pedra se refere ao Bactum XIII, que significa o início de uma nova era, insistiu Romero.

Uol ciência