quinta-feira, 8 de abril de 2010

Acelerador de partículas gigante LHC



08/04/2010 - 10h17
Colisor faz 10 milhões de mini-Big Bangs em 1 semana

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ROBERT EVANS
da Reuters, em Genebra (Suíça)
Os físicos do centro de pesquisas europeu Cern disseram nesta quarta-feira (7) que foram produzidos 10 milhões de mini-Big Bangs na primeira semana de operações.
Suas colisões de partículas ocorrem a uma altíssima potência, em uma maratona investigativa sobre os segredos do cosmos.
O porta-voz James Gillies afirmou que o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), no qual minúsculas partículas de matéria são esmagadas em frações de segundo à velocidade da luz, estava funcionando extremamente bem.

Denis Balibouse-30.mar.10/Reuters

Gráfico mostra colisão a energia total na sala de controle Compact Muon Solenoid (CMS) da máquina Grande Colisor de Hádrons (LHC)
"Tudo parece muito bom. Estamos obtendo um grande número de dados para analistas de laboratórios de todo o mundo, mesmo que levem meses ou anos para que surja algo de fato novo", afirmou Gillies.

Autoridades do Cern, o Centro Europeu para Pesquisas Nucleares, estão ávidas para superar as duas primeiras semanas de funcionamento em alta potência.

Em 2008, um lançamento anterior do LHC, a uma potência menor teve de ser paralisado por causa de um grande vazamento de uma solução de resfriamento depois de 10 dias.

O LHC possui um anel de 27 quilômetros, situado sob a fronteira entre Suíça e França, perto de Genebra,

Colisões

Os cientistas que o observam disseram que se registram agora cem colisões por segundo, o dobro da quantidade observada no primeiro dia de atividade em alta potência na semana passada.

Os feixes de partículas primeiro foram injetados para dentro do LHC e então colidiram a uma energia inédita de 7 tera -- ou 7 trilhões -- de eletronvolts (TeV) no dia 30 de março, no que os cientistas afirmam ter sido um avanço gigantesco na pesquisa sobre o cosmos.

As colisões criam simulações numa escala minúscula do Big Bang, a explosão primária ocorrida há 13,7 bilhões de anos da qual teria surgido todo o cosmos -- com suas galáxias, estrelas, planetas e enfim a vida, assim como as leis universais da física.

Ao rastrear como as partículas se comportam após colidirem, os pesquisadores do Cern esperam desvendar segredos do cosmos tais como a formação da matéria escura, ou invisível, por que a matéria ganhou massa e se há mais dimensões além das quatro que já conhecemos.

Martial Trezzini-10.mar.2010/Efe

Acelerador de partículas gigante LHC, do Laboratório Europeu de Física Nuclear (Cern), entre Suíça e França.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u717921.shtml

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